terça-feira, 10 de outubro de 2017

Fotografia: visita à Paranapiacaba e exposição em Santos

Já faz um tempo que venho pensando em expor minhas fotografias aqui em casa. Estou montando uma boa coleção que gostaria de poder visualizar todos os dias. Meu sonho era montar uma galeria daquelas de "casa de revista", com quadros subindo pelas paredes, mas não dá, infelizmente, não tenho espaço, nem pé direito para isso. Neste post falo um pouco sobre isso, sobre minha visita à Paranapiacaba e sobre a exposição que estou participando na Galeria Brás Cubas, no Teatro Municipal de Santos

Vila de Paranapiacaba, Santo André-SP. Foto: Carina Pedro blog
Vila de Paranapiacaba, Santo André-SP. Foto: Carina Pedro

No primeiro final de semana de setembro, fui com os colegas e professores da Imago Escola de Artes até Paranapiacaba, uma vila muito charmosa de Santo André, onde os trabalhadores da estrada de ferro Santos-Jundiaí se fixaram na segunda metade do século XIX, quando se deu a construção da ferrovia. Os vestígios da arquitetura inglesa, muito ferro e madeira, enchem os olhos de quem gosta de fotografar lugares históricos. 

A vila é "exibida", ninguém te impede de registrar ao longo da caminhada os detalhes de portas e janelas de madeira desgastadas pelo tempo. Até no Infinito Olhar, local onde paramos para tomar um café, foi possível clicar a decoração vintage. O único ponto turístico, em que contamos com a facilidade de sermos um grupo de fotógrafos, foi o Museu Ferroviário. Lá, não pode entrar de câmera fotográfica sem autorização. Ainda bem que fomos liberados, quem gosta do estilo industrial vai se esbaldar com os artefatos ferroviários. Logo depois da viagem, postei várias fotos no meu Instagram.

Museu Ferroviário, Paranapiacaba-SP. Foto: Carina Pedro blog
Museu Ferroviário, Paranapiacaba-SP. Foto: Carina Pedro

Sobre a coleção que estou criando com essas saídas fotográficas e minha vontade de deixá-la à vista, tenho buscado referências para montar minha pequena exposição doméstica em livros, na internet e na vida "real". Uma das ideias eu tirei do livro The Shopkeeper's home e consiste em escolher molduras iguais, no tamanho e na cor, para pendurar artes, com as mesmas características, de forma simétrica. Como minhas fotografias são predominantemente coloridas e o assunto envolve sempre arquitetura, história e design, esta forma de apresentá-las ficará bem bacana. Aqui no blog também tem outras dicas legais sobre como pendurar artes nas paredes.

A impressão e as molduras envolvem custos que dependem do tamanho e da qualidade de ambas. Da impressão feita em lojas de fotografia a uma impressão fine art, o preço muda consideravelmente. Ainda não tomei uma decisão, mas fiquei encantada com o trabalho do André Monteiro que imprimiu as nossas fotos para exposição na Galeria Brás Cubas. Conheci seu estúdio durante o curso  de fotografia, suas várias opções de impressão e o tratamento impecável da foto. Já as molduras, minha escolha é a loja online "Parederia", indicada pelo clube de assinatura "Caixote", do qual faço parte. São diversos tamanhos e cores à venda, além das molduras sob medida que eles desenvolvem.

Exposição Mon Premier Regard, Teatro Municipal, Santos - SP. Período: outubro de 2017
Exposição Mon Premier Regard, Teatro Municipal, Santos - SP.

Outra inspiração não poderia vir de lugar melhor, direto da Galeria Brás Cubas, no Teatro Municipal de Santos, onde uma das minhas fotos e as de outros alunos da Imago Escola de Artes estão sendo expostas neste exato momento. Fechando com chave de ouro a experiência de estudar fotografia na teoria e na prática, sem dúvida, uma das melhores coisas que fiz este ano. Para quem quiser conferir, a exposição fotográfica "Mon premier regard" vai até dia 18 de outubro, de segunda à sexta-feira, das 14h às 19h.

domingo, 27 de agosto de 2017

Profissão: o bloqueio de criatividade

Sabe quando a criatividade para escrever, desenhar, fotografar, se vestir, etc., parece que desapareceu de uma hora para outra? Um tipo de bloqueio que faz você seguir o caminho mais óbvio, como se estivesse no piloto automático. Quando esse apagão acontece comigo, tento responder estas duas perguntas para mim mesma: Quais são os motivos que estão dificultando o meu processo criativo? E quais são os caminhos para estimular o olhar, as ideias, os insights?

Arcos do Valongo, Santos, SP - foto: blog Carina Pedro
Arcos do Valongo, Santos, SP. Foto: Carina Pedro 

Recentemente, minha criatividade sofreu um desses apagões, gerando efeitos negativos no blog e na minha vida offline. Uma escassez de insights e de motivação para executar as poucas ideias que surgiam tomou conta do meu dia-a-dia. Procurei entender os motivos que me levaram a essa situação crítica e cheguei à constatação de que pouco tempo livre, rotina repetitiva e poucos diálogos construtivos comprometeram meu processo criativo. Vou explicar melhor cada um desses três motivos: 

1. No pouco tempo livre da semana, fora do trabalho, estava sempre cansada para fazer qualquer atividade, das tarefas de organização doméstica às que alimentam a alma, como ler, assistir a filmes, ir a exposições, sair com amigos para conversar. O fato de não ter tempo suficiente para repor as energias e, consequentemente, não conseguir me organizar para fazer atividades que me davam prazer no dia-a-dia atingiu minha criatividade em cheio.  

2. Falando em rotina, a repetição contínua de tarefas semelhantes, por um longo período de tempo, sempre me causou um tédio difícil de lidar. A gente sabe que isso faz parte da vida, até para que certos objetivos sejam atingidos, porém a falta de perspectiva de viver novas experiências, aprendizados e desafios em um futuro próximo é algo que vinha minando a minha criatividade.

3. Quando falo em diálogos construtivos me refiro àquela rica interação entre as pessoas no dia-a-dia. Somos seres sociais e essa troca é muito importante. Quando ela não existe, existe pouco ou não é predominantemente construtiva, bate aquele sentimento de incapacidade, que serve de alerta para revermos nossos passos. A reflexão pode nos fazer perceber que não somos desprovidos de um ou outro talento, mas que talvez não estejamos sabendo usá-lo da melhor forma.  

Serra da Graciosa, Morretes, PR. Foto: Carina Pedro
Serra da Graciosa, Morretes, PR. Foto: Carina Pedro 

E, então, quais são os caminhos que encontrei para estimular o meu olhar criativo, ter mais ideias e insights?Ainda estou em fase de recuperação, mas três ajustes na rotina já estão provocando efeitos positivos: 

1. Tomar consciência de que era preciso desacelerar e descansar o corpo foi o primeiro passo para melhorar o ânimo. Isso inclui respeitar o meu tempo de sono diário, o que nem sempre é possível, mas ajuda muito a renovar as energias e limpar a mente. E, organizar a semana, de modo a aumentar as horas livres e preenchê-las com atividades que me despertam a criatividade, como projetos de faça você mesmo e fotografia. 

2. Descobri que inserir na minha rotina cursos ligados à arte e ao design é um potente combustível para criatividade. Esse semestre que passou, como já contei no blog, consegui fazer um curso de fotografia. Fiquei tão empolgada com as aulas, que percebi o quanto me fazia falta dedicar parte do meu tempo para cursos que me inspiram e expandem meu reportório. Sempre amei uma sala de aula, mas hoje em dia, os workshops e os cursos livres, sem tantas obrigações acadêmicas, são os que mais me atraem e me trazem satisfação.

3. Por fim, a tarefa mais difícil até o momento tem sido me afastar de pessoas e situações que não me ajudam a evoluir, e buscar me cercar do que faz minha energia fluir bem. Para quem gosta de exercer a criatividade é comum se sentir frustrado em um cenário que não valoriza, limita ou até oprime essa capacidade. A certeza de que "um balde de água fria será jogado" toda vez que se propor algo fora da caixa é, sem dúvida, uma circunstância complicada de tolerar por muito tempo. Só nos resta não ficar apáticos e buscar saídas para que a criatividade volte a brilhar e a alegria de viver nos reencontre!

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