domingo, 27 de agosto de 2017

Profissão: o bloqueio de criatividade

Sabe quando a criatividade para escrever, desenhar, fotografar, se vestir, etc., parece que desapareceu de uma hora para outra? Um tipo de bloqueio que faz você seguir o caminho mais óbvio, como se estivesse no piloto automático. Quando esse apagão acontece comigo, tento responder estas duas perguntas para mim mesma: Quais são os motivos que estão dificultando o meu processo criativo? E quais são os caminhos para estimular o olhar, as ideias, os insights?

Arcos do Valongo, Santos, SP - foto: blog Carina Pedro
Arcos do Valongo, Santos, SP. Foto: Carina Pedro 

Recentemente, minha criatividade sofreu um desses apagões, gerando efeitos negativos no blog e na minha vida offline. Uma escassez de insights e de motivação para executar as poucas ideias que surgiam tomou conta do meu dia-a-dia. Procurei entender os motivos que me levaram a essa situação crítica e cheguei à constatação de que pouco tempo livre, rotina repetitiva e poucos diálogos construtivos comprometeram meu processo criativo. Vou explicar melhor cada um desses três motivos: 

1. No pouco tempo livre da semana, fora do trabalho, estava sempre cansada para fazer qualquer atividade, das tarefas de organização doméstica às que alimentam a alma, como ler, assistir a filmes, ir a exposições, sair com amigos para conversar. O fato de não ter tempo suficiente para repor as energias e, consequentemente, não conseguir me organizar para fazer atividades que me davam prazer no dia-a-dia atingiu minha criatividade em cheio.  

2. Falando em rotina, a repetição contínua de tarefas semelhantes, por um longo período de tempo, sempre me causou um tédio difícil de lidar. A gente sabe que isso faz parte da vida, até para que certos objetivos sejam atingidos, porém a falta de perspectiva de viver novas experiências, aprendizados e desafios em um futuro próximo é algo que vinha minando a minha criatividade.

3. Quando falo em diálogos construtivos me refiro àquela rica interação entre as pessoas no dia-a-dia. Somos seres sociais e essa troca é muito importante. Quando ela não existe, existe pouco ou não é predominantemente construtiva, bate aquele sentimento de incapacidade, que serve de alerta para revermos nossos passos. A reflexão pode nos fazer perceber que não somos desprovidos de um ou outro talento, mas que talvez não estejamos sabendo usá-lo da melhor forma.  

Serra da Graciosa, Morretes, PR. Foto: Carina Pedro
Serra da Graciosa, Morretes, PR. Foto: Carina Pedro 

E, então, quais são os caminhos que encontrei para estimular o meu olhar criativo, ter mais ideias e insights?Ainda estou em fase de recuperação, mas três ajustes na rotina já estão provocando efeitos positivos: 

1. Tomar consciência de que era preciso desacelerar e descansar o corpo foi o primeiro passo para melhorar o ânimo. Isso inclui respeitar o meu tempo de sono diário, o que nem sempre é possível, mas ajuda muito a renovar as energias e limpar a mente. E, organizar a semana, de modo a aumentar as horas livres e preenchê-las com atividades que me despertam a criatividade, como projetos de faça você mesmo e fotografia. 

2. Descobri que inserir na minha rotina cursos ligados à arte e ao design é um potente combustível para criatividade. Esse semestre que passou, como já contei no blog, consegui fazer um curso de fotografia. Fiquei tão empolgada com as aulas, que percebi o quanto me fazia falta dedicar parte do meu tempo para cursos que me inspiram e expandem meu reportório. Sempre amei uma sala de aula, mas hoje em dia, os workshops e os cursos livres, sem tantas obrigações acadêmicas, são os que mais me atraem e me trazem satisfação.

3. Por fim, a tarefa mais difícil até o momento tem sido me afastar de pessoas e situações que não me ajudam a evoluir, e buscar me cercar do que faz minha energia fluir bem. Para quem gosta de exercer a criatividade é comum se sentir frustrado em um cenário que não valoriza, limita ou até oprime essa capacidade. A certeza de que "um balde de água fria será jogado" toda vez que se propor algo fora da caixa é, sem dúvida, uma circunstância complicada de tolerar por muito tempo. Só nos resta não ficar apáticos e buscar saídas para que a criatividade volte a brilhar e a alegria de viver nos reencontre!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Profissão: curso de fotografia na Imago Escola de Artes

Neste semestre que passou, fiquei monotemática nas minhas conversas e pensamentos por causa do curso de fotografia. É que fazia um bom tempo que um assunto não me empolgava tanto. Sempre fiquei instigada quando tinha que ir atrás de fotos para alguma pesquisa, quando lia um livro sobre o tema, ou quando encontrava fotógrafos profissionais em eventos, mas ainda não tinha aparecido a oportunidade de fazer um bom curso de fotografia! A hora chegou e o curso que fiz na Imago Escola de Artes foi sensacional!!

Monte Serrat, Santos - Foto: Carina Pedro
Monte Serrat, Santos. Foto: Carina Pedro 

Antes de tudo, quero dizer que a fotografia é um hobby familiar desde que eu era muito pequena. Em casa, sempre tivemos muitos álbuns de fotos e slides. Meu pai era o fotógrafo da família, acumulando conhecimento sobre o assunto e investindo em equipamentos para praticar ao longo da vida. Cresci vendo ele fotografar e, quando comecei, as câmeras ainda precisavam de filmes e de algumas horas para as fotos serem reveladas. Sem falar na montagem dos álbuns, uma diversão à parte escolher as melhores fotos impressas que ficariam guardadas. 

Aprender a utilizar câmeras digitais é um dos assuntos do curso de fotografia da Imago Escola de Artes, onde, por um semestre, estudei técnica, teoria e prática fotográfica. Já nas primeiras aulas aprendemos como regular ISO, velocidade e abertura do diafragma. Esse exercício de fotometria nos permite controlar a luz na câmera digital e é fundamental para quem começa a fotografar em modo manual. Também tivemos aulas sobre tipos de câmeras e lentes, outro assunto espinhoso para mim, já que não tinha ideia dos modelos, nem de qual deles me atenderia melhor.

Bolsa do Café, Santos. Foto: Carina Pedro
Bolsa do Café, Santos. Foto: Carina Pedro

Uma das melhores experiências do curso foram as saídas fotográficas, em que pudemos praticar todas as técnicas aprendidas e tirar dúvidas sobre o uso dos equipamentos de foto e luz. Durante essas saídas, como minhas aulas eram à noite, cliquei em condições difíceis de iluminação, mas valeu a pena para conhecer minhas limitações e as do meu equipamento. Fomos em alguns pontos diferentes da cidade de Santos, como Monte Serrat, Praça das Bandeiras e Bolsa do Café. Também tivemos uma saída incrível na Avenida Paulista, em São Paulo, que já contei aqui no blog.

Na aula seguinte a uma  saída fotográfica, as nossas melhores fotos eram comentadas em sala de aula pelos professores, o que me ajudou a refletir sobre a imagem captada, o recorte feito e a luz utilizada. A possibilidade de editar a imagem após o clique nos abre um leque de escolhas, o que pode ser complicado para iniciantes na arte de fotografar. Para mim, tem sido um processo novo e desafiador fazer recortes na imagem que cliquei, alterar tonalidades, etc. Entre os softwares mais usados para edição, aprendemos o Adobe Camera Raw. No celular, tenho preferido o Lightroom e gosto bastante. 

Avenida Paulista, São Paulo. Foto: Carina Pedro
Avenida Paulista, São Paulo. Foto: Carina Pedro 

Ainda tivemos aulas sobre linguagem para conhecer outros fotógrafos que nos servem de inspiração até hoje, especialmente aqueles que viveram numa época em que a tecnologia estava em outro estágio. Também tivemos uma aula só de história da fotografia, que foi muito instrutiva para conhecer toda sua (re)evolução técnica e os principais inventores dessa arte. Por fim, uma aula só sobre impressão em diferentes suportes, como canvas, papel de algodão, adesivo, em que também pudemos compreender o esforço durante esse processo, a fim de que o resultado final atinja a melhor qualidade possível.

Se recomendo o curso para quem não é fotógrafo? Recomendo sim, muito! Minha ideia, a princípio, era melhorar a qualidade das imagens do meu blog, depois do curso, penso também em fotografar outros assuntos. Além de tudo, o curso me instigou a continuar estudando, não basta só intuição. Para mim, por enquanto, a fotografia ainda é um hobby, mas o curso da Imago Escola de Artes é perfeito para quem quer ingressar e investir nessa profissão.

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