quarta-feira, 26 de julho de 2017

Profissão: curso de fotografia na Imago Escola de Artes

Neste semestre que passou, fiquei monotemática nas minhas conversas e pensamentos por causa do curso de fotografia. É que fazia um bom tempo que um assunto não me empolgava tanto. Sempre fiquei instigada quando tinha que ir atrás de fotos para alguma pesquisa, quando lia um livro sobre o tema, ou quando encontrava fotógrafos profissionais em eventos, mas ainda não tinha aparecido a oportunidade de fazer um bom curso de fotografia! A hora chegou e o curso que fiz na Imago Escola de Artes foi sensacional!!

Monte Serrat, Santos - Foto: Carina Pedro
Monte Serrat, Santos. Foto: Carina Pedro 

Antes de tudo, quero dizer que a fotografia é um hobby familiar desde que eu era muito pequena. Em casa, sempre tivemos muitos álbuns de fotos e slides. Meu pai era o fotógrafo da família, acumulando conhecimento sobre o assunto e investindo em equipamentos para praticar ao longo da vida. Cresci vendo ele fotografar e, quando comecei, as câmeras ainda precisavam de filmes e de algumas horas para as fotos serem reveladas. Sem falar na montagem dos álbuns, uma diversão à parte escolher as melhores fotos impressas que ficariam guardadas. 

Aprender a utilizar câmeras digitais é um dos assuntos do curso de fotografia da Imago Escola de Artes, onde, por um semestre, estudei técnica, teoria e prática fotográfica. Já nas primeiras aulas aprendemos como regular ISO, velocidade e abertura do diafragma. Esse exercício de fotometria nos permite controlar a luz na câmera digital e é fundamental para quem começa a fotografar em modo manual. Também tivemos aulas sobre tipos de câmeras e lentes, outro assunto espinhoso para mim, já que não tinha ideia dos modelos, nem de qual deles me atenderia melhor.

Bolsa do Café, Santos. Foto: Carina Pedro
Bolsa do Café, Santos. Foto: Carina Pedro

Uma das melhores experiências do curso foram as saídas fotográficas, em que pudemos praticar todas as técnicas aprendidas e tirar dúvidas sobre o uso dos equipamentos de foto e luz. Durante essas saídas, como minhas aulas eram à noite, cliquei em condições difíceis de iluminação, mas valeu a pena para conhecer minhas limitações e as do meu equipamento. Fomos em alguns pontos diferentes da cidade de Santos, como Monte Serrat, Praça das Bandeiras e Bolsa do Café. Também tivemos uma saída incrível na Avenida Paulista, em São Paulo, que já contei aqui no blog.

Na aula seguinte a uma  saída fotográfica, as nossas melhores fotos eram comentadas em sala de aula pelos professores, o que me ajudou a refletir sobre a imagem captada, o recorte feito e a luz utilizada. A possibilidade de editar a imagem após o clique nos abre um leque de escolhas, o que pode ser complicado para iniciantes na arte de fotografar. Para mim, tem sido um processo novo e desafiador fazer recortes na imagem que cliquei, alterar tonalidades, etc. Entre os softwares mais usados para edição, aprendemos o Adobe Camera Raw. No celular, tenho preferido o Lightroom e gosto bastante. 

Avenida Paulista, São Paulo. Foto: Carina Pedro
Avenida Paulista, São Paulo. Foto: Carina Pedro 

Ainda tivemos aulas sobre linguagem para conhecer outros fotógrafos que nos servem de inspiração até hoje, especialmente aqueles que viveram numa época em que a tecnologia estava em outro estágio. Também tivemos uma aula só de história da fotografia, que foi muito instrutiva para conhecer toda sua (re)evolução técnica e os principais inventores dessa arte. Por fim, uma aula só sobre impressão em diferentes suportes, como canvas, papel de algodão, adesivo, em que também pudemos compreender o esforço durante esse processo, a fim de que o resultado final atinja a melhor qualidade possível.

Se recomendo o curso para quem não é fotógrafo? Recomendo sim, muito! Minha ideia, a princípio, era melhorar a qualidade das imagens do meu blog, depois do curso, penso também em fotografar outros assuntos. Além de tudo, o curso me instigou a continuar estudando, não basta só intuição. Para mim, por enquanto, a fotografia ainda é um hobby, mas o curso da Imago Escola de Artes é perfeito para quem quer ingressar e investir nessa profissão.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Variedades: Cartier-Bresson e a Avenida Paulista

No último domingo vivi uma experiência diferente na cidade de São Paulo. Apesar de já ter ido várias vezes à Avenida Paulista, desta vez, como estava com a turma do curso de fotografia, a proposta era exercitar um olhar mais curioso sobre a paisagem. No mesmo dia também fomos visitar a exposição com fotos de Henri Cartier-Bresson no Centro Cultural Fiesp. Pura inspiração!

Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP. Blog Carina Pedro
Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP.

Desde 2015, no mandato de Fernando Haddad, a Avenida Paulista passou a ficar fechada para carros aos domingos, permitindo que as pessoas passeiem a pé ou de bicicleta pela rua, assistam a performances de artistas, vejam o trabalho de artesãos e façam dali um ponto de encontro para se divertirem com amigos e família no final de semana. Para mim, o local e o dia não podiam ser mais propícios para fotografar, com muito assunto para as lentes!

O bacana dessa experiência foi perceber que apesar de ter uma certa preferência por fotografar composições em que elementos arquitetônicos estão em evidência, e a Avenida Paulista tem muitas edificações para isso, estar ali em pleno domingo, cheio de gente, me fez olhar com outros olhos para algumas cenas. Não pude de deixar de aproveitar o movimento intenso de pessoas em meio ao cenário urbano para fazer fotos de assuntos e ângulos diferentes do que estou acostumada. 

Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP. Blog Carina Pedro
Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP.

Enquanto isso, as imagens do francês Cartier Bresson me serviram de inspiração para trabalhar em preto e branco, o que também não costumava fazer. Na exposição que visitamos, vimos de perto fotos p&b dos anos 20 e 30, quando o fotógrafo era jovem e começou a registar cenas curiosas do cotidiano com sua máquina Leica em viagens por diversos países, incluindo Espanha, França, Itália, México e Cuba.

De família parisiense abastada, Bresson começou cedo a acumular vasto repertório cultural em viagens e estudos. Segundo o curador da exposição, apaixonado por pintura e desenho, o fotógrafo estava em busca de cenas casuais e improváveis, influenciado em parte pela estética surrealista que surgia na época. Também se preocupava muito com a geometria dos elementos retratados para que a imagem ficasse harmoniosa, conceito que inspira fotógrafos até hoje.  O resultado final impressiona pela beleza simples e sensível.

Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP. Blog Carina Pedro
Foto de Carina Pedro: Avenida Paulista, São Paulo-SP.

Para finalizar este post nada melhor do que entender o ofício pelas palavras do próprio mestre:

"A câmera fotográfica é para mim uma caderneta de esboços, o instrumento da intuição e da espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para 'significar' o mundo, é preciso sentir-se comprometido com aquilo que se recorta através do visor. Esta atitude exige concentração, sensibilidade, e um sentido de geometria. É com a economia dos meios e, sobretudo, com o esquecimento de si mesmo que se alcança a simplicidade da expressão." (Henri Cartier-Bresson)

Obs.: Para fazer as fotos na Avenida Paulista utilizei a câmera Sony NEX-F3, lente 18-55 mm, e tratei as imagens no Lightroom. Tem mais fotos deste dia no meu perfil do Instagram.

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