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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Evento: lançamento do livro "Brasil e Portugal: do descobrimento até os dias atuais"

A cultura portuguesa está tão presente nas nossas vidas que é difícil definir onde começam e terminam as influências mútuas. Acredito que cada brasileiro tenha uma comida, um livro, um ritmo musical ou uma cidade preferida, em que as heranças portuguesas estão vivas e fortes. Entre tantas influências, a minha preferida é a arquitetura colonial que podemos apreciar em algumas cidades brasileiras, como Ouro Preto, Mariana, Diamantina (Minas Gerais), Paraty (Rio de Janeiro) e Olinda (Pernambuco).

Das que tive a oportunidade de conhecer, destaco as cidades históricas mineiras, que foram as primeiras a me impactar. Lembro-me do momento em que pisei em Diamantina e senti a sensação de entrar em um túnel do tempo, quando o Brasil não era o Brasil, mas uma colônia portuguesa. Algo que só conhecia dos livros, em especial o da historiadora Júnia Furtado sobre a famosa história da Chica da Silva e do contratador de diamantes, que viveram em Diamantina quando ainda era o Arraial do Tejuco.

Em Ouro Preto e Mariana fiquei com a mesma impressão de quem visita um museu "a céu aberto". O exterior e o interior dos sobrados e casas térreas possuem diversos elementos da arquitetura portuguesa, que também recebeu influências de outras culturas, entre elas, a árabe, marroquina e chinesa. Um dos moradores ilustres de Ouro Preto foi Tiradentes, que por ser considerado um traidor da coroa portuguesa, após sua morte, teve sua casa arrasada e o terreno salgado. Há também, em ambas as cidades, museus com belos acervos de objetos do período colonial. 

Paraty está ligada à história das cidades mineiras. Ela faz parte do Caminho Velho da Estrada Real, que foi aberta pela Coroa Portuguesa, no século 17, para ligar o litoral do Rio de Janeiro à região do ouro no interior de Minas Gerais. Percorri todas as suas ruas estreitas a pé e, assim como em Ouro Preto, fiquei inebriada por todo aquele casario que se preservou no tempo. Essa cidade histórica, além da bela paisagem natural, tem lindas casas coloridas, antigos engenhos abertos à visitação e uma rica cultura popular, que se mantém viva por meio de festividades tradicionais e eventos contemporâneos, como a Flip.

E, neste ano de 2018, visitei Olinda. Sobre ela vai ter um post aqui no blog, por isso não vou compartilhar muitos detalhes. Destaco um dado histórico sobre o Convento de Santo Amaro, que teria sido o primeiro a ser ornamentado com azulejos vindos de Portugal. Esse gosto pelas peças de cerâmica vidrada se espalhou por diversos lugares do Brasil, como Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Santos, onde encontra-se a Casa da Frontaria Azulejada, antiga residência e armazém do português Manoel Joaquim Ferreira Netto. Um patrimônio santista que já visitei várias vezes e não me canso de fotografar. 

A arquitetura é uma das áreas que daria para ficar horas conversando sobre as influências portuguesas. O livro “Brasil e Portugal: do descobrimento até os dias atuais” é uma bela contribuição para esse tema. Com pesquisa histórica e iconográfica da jornalista e historiadora Claudia Fonseca, a obra aborda outras importantes conexões entre os dois países, em áreas como, diplomacia, artes, gastronomia e esporte. O leitor poderá também, por meio de belas imagens, refletir sobre as diversas influências trocadas entre brasileiros e portugueses.

O lançamento será no dia 13 de abril, com a presença da autora Claudia Fonseca, das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila, Alameda Lorena, 1731. Vale ressaltar o ótimo preço da publicação, que poderá ser adquirida no local por R$ 70,00 (setenta reais).

Foto: Águas de Oxalá, Olinda, PE. Carina Pedro. 

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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Evento: lançamento do livro "França e Brasil: união de culturas"

Ao ingressar na faculdade de História da USP percebi nas primeiras semanas a forte influência da cultura francesa nas aulas, nas conversas com os colegas e no curso como um todo. A Universidade de São Paulo foi construída com a participação dos intelectuais franceses. Fiquei tão preocupada em não saber francês, que pensei em me matricular de imediato em alguma escola de idiomas. Isso veio a acontecer bem depois. Naquele momento, a França estava só começando a fazer parte da minha vida acadêmica.

Foram anos lendo historiadores franceses, seus textos sobre economia, política e cultura, suas diversas interpretações sobre o Brasil. O intercâmbio é imenso e extrapola os muros da universidade, mas foi lá que meu envolvimento com a França começou, principalmente quando passei a frequentar o Museu Paulista, como aluna e admiradora desse patrimônio histórico, também marcado pela influência francesa na concepção dos seus jardins, nas exposições e no trabalho dos seus pesquisadores e docentes.

Quando comecei a pesquisar sobre a história do consumo no mestrado, a cultura francesa e sua presença no Brasil foram o ponto de partida. Um dos historiadores que mais aprecio é o francês Daniel Roche. Dois de seus livros me marcaram muito nesse período de estudos, "História das Coisas Banais" e "A Cultura das Aparências". Ambos despertaram importantes reflexões para o meu trabalho e para compreensão de costumes e hábitos franceses que se consolidaram entre nós, como as modas de vestir, de decorar a casa, de se comportar socialmente, entre outros.  

Outra experiência bacana que tive mais recentemente está relacionada aos estudos na área de fotografia. Seria impossível cruzar com a arte do fotógrafo francês Cartier-Bresson e não ter sua visão de mundo como uma referência. Já contei no blog como foi bacana ver suas fotos de perto e saber mais sobre a sua vida e obra. Bresson define de maneira única o que é o registro fotográfico para ele e a relação do fotógrafo com sua câmera. Além disso, seus olhares e técnicas inspiram fotógrafos brasileiros, profissionais e amadores, até os dias de hoje.   

Há muitas outras histórias que se entrelaçam e que merecem ser contadas. O livro "França e Brasil: união de culturas" é mais uma contribuição para esse tema. Com textos do historiador e crítico de arte Francisco Alambert, que foi meu professor na faculdade, o leitor poderá saber mais sobre as diferentes fases históricas desse longo relacionamento entre os dois países e, por meio de belas imagens, contemplar importantes influências culturais presentes na vida dos brasileiros.

O dia do lançamento será 13 de abril, com a presença do autor Francisco Alambert, das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila, Alameda Lorena, 1731. Vale ressaltar o ótimo preço da publicação, que poderá ser adquirida no local por R$ 70,00 (setenta reais).

sábado, 10 de junho de 2017

Livro: o design de interiores de Ilse Crawford

Tem gente no mundo fazendo design de interiores da melhor qualidade e de forma muito inspiradora. É o caso da inglesa Ilse Crawford e do seu Studioilse em Londres. Neste post falo de algumas ideias de Ilse sobre a profissão, que encontrei no seu livro "A Frame For Life", também abordo por que motivo ela escolheu trabalhar na área e como tem encarado o desafio de colocar em evidência, no mercado atual, projetos que priorizam sempre o bem estar das pessoas.

Livro "A Frame For Life" de Ilse Crawford - blog Carina Pedro
Livro "A Frame For Life" de Ilse Crawford.

No livro "A Frame For Life" Ilse se apresenta como uma garota que desde muito cedo precisou ajudar a família, passando por diversos empregos, entre eles, vendedora, garçonete, cozinheira, etc. Mais tarde, fez faculdade de História, foi trabalhar como assistente em um escritório de arquitetura e depois como editora em revistas do ramo. Durante esses anos de experiências diversas, Ilse aprimorou seu olhar crítico. Cansada de ver inúmeras imagens de ambientes que pareciam perfeitos nas revistas, mas que não funcionavam tão bem na vida real, resolveu criar a sua forma de fazer design e abriu seu próprio estúdio em 2003.

No seu livro llse também comenta como a casa de sua família era procurada pelos amigos. Apesar de ser um lar modesto, lá imperavam a convivência, a liberdade e a diversão. Aspectos que ela valoriza até hoje quando desenvolve seus projetos no Studioilse, especialmente para espaços públicos, onde os interiores podem ser ainda mais frios e provocar atitudes artificiais nas pessoas que frequentam o local. Para Ilse, não é só a questão da escala que está em jogo (espaços amplos tendem a ser menos acolhedores), também deve-se levar em conta a iluminação, materialidade, janelas, conexão com a natureza, acústica, cheiros, etc. Todos esses elementos podem fazer as pessoas se sentirem melhor no ambiente e executarem suas atividades com prazer e eficiência.

Deve ser realmente incrível trabalhar com Ilse Crawford, que faz questão de ter uma equipe formada predominantemente por mulheres, com estímulo para se desenvolverem e criarem juntas projetos inovadores. O design do Studioilse busca engajar as pessoas fisicamente, emocionalmente e sensorialmente nos espaços. Para tanto, eles partem sempre das impressões das pessoas que vão viver no local, fazendo muitas perguntas como: quem vai morar ali? O que vão fazer no espaço? Como vão se relacionar com o prédio e com o entorno? Como vão se relacionar uns com os outros? Como o lugar pode melhorar o bem estar? Como podem se sentir engajados? Como pode se transformar ao longo do tempo? Como envelhecerá? Como se manterá? Só depois desse levantamento é que o time de Ilse inicia a intervenção.

Quem trabalha com design de interiores, segundo Ilse, precisa gostar de ouvir as pessoas e ser empático. Isso ajudará o profissional a antecipar necessidades, planejar e fazer escolhas acertadas desde o início dos trabalhos, garantindo a longevidade de um projeto, característica defendida pelo Studioilse, assim como a flexibilidade para mudanças ao longo do tempo. Após ser ocupado pelas pessoas, que dão vida ao projeto, é fato que os ambientes se modificarão para novos usos. Assim, o designer deve pensar em elementos atemporais e versáteis, mais do que se preocupar com tendências.

Em uma entrevista de Ilse Crawford para o arquiteto Edwin Heathcote, publicada no mesmo livro, também vem à tona a relação delicada entre arquitetura e design de interiores. Ilse diz que os profissionais das respectivas áreas deveriam colaborar um com o outro, desde o início de um projeto, mesmo que isso gere um conflito criativo. Cita o fato de renomados arquitetos, como Mies Van der Rohe e Le Courbusier, contarem sempre com designers de interiores parceiros, Lilly Reich e Charlott Perriand, respectivamente. Para Ilse, a vida comum é o que realmente deveria ser valorizado por esses profissionais. Observar as atividades do cotidiano e criar algo em torno dele é o que melhora a qualidade de vida das pessoas, mais do que obras espetaculares e icônicas.

Ilse Crawford nos passa uma mensagem inspiradora sobre criar ambientes com alma, sobre colocar o ser humano como prioridade em qualquer projeto, sobretudo, acreditar que o design de interiores é capaz de impactar a vida das pessoas positivamente, ao melhorar a qualidade de vida no trabalho, no lazer, na intimidade. Contratar o trabalho dos designers, portanto, não é algo supérfluo, banal, caro, como muitos podem pensar, afinal, como bem ressaltou, passamos muito tempo das nossas vidas nos interiores dos edifícios.

Quem quiser conhecer o trabalho de Ilse Crawford vai encontrar muita informação no livro "A Frame For Life", publicação muito bem acabada, com capa dura e imagens inspiradoras.  Existem outras obras publicadas disponíveis na Amazon Brasil, mas também não estão traduzidas. Na Netflix tem um episódio exclusivo e legendado com Ilse na série "Abstract: The Art of Design". Vale a pena!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Evento: lançamento do livro "Santos: uma cidade e uma paixão"

Quando comecei o curso de fotografia, uma das coisas que foi comentada entre os alunos era a vontade de viajar para fazer registros diferentes. Na mesma conversa, falamos sobre nossa cidade, Santos, e como ela nos oferecia boas possibilidades para fotografar. Então pensei, será que precisamos ir tão longe para encontrar esses lugares incríveis ou é o nosso olhar que deve ser treinado para captar o que há de diferente ao nosso redor?

Respondo a minha pergunta com um sonoro sim, precisamos exercitar o nosso olhar dia a dia, no caminho de casa, da feira, do trabalho, pois nesse percurso podemos encontrar algum assunto para fazer uma foto surpreendente! Enxergar algo diferente em um lugar que estamos acostumados a transitar é um treino ótimo para quando quisermos sair pelo mundo clicando além dos pontos turísticos.

Santos tem alguns lugares muito especiais para fazer esse exercício. Um deles é o centro histórico do Valongo, onde podemos encontrar edifícios restaurados, que abrigam estabelecimentos comerciais, escritórios e instituições culturais. Todo santista ou visitante deveria tomar um cafezinho na Bolsa do Café e depois caminhar calmamente pela Rua XV de Novembro e Rua do Comércio, observando cada detalhe da paisagem que sobreviveu à passagem do tempo.

Outro cantinho especial é o bairro da Ponta da Praia, onde se tem uma vista única da nossa orla marítima, especialmente naqueles finais de dia ensolarados. Destaco dois elementos muito marcantes que encontramos ali, a mureta branquinha que separa a calçada da praia e o píer, onde se tem uma visão privilegiada dos navios, barcos, canoas e ainda sentimos uma brisa gostosa do mar. De lá até o bairro do Gonzaga, é uma delícia caminhar ou alugar uma bike, observando o nosso lindo jardim, com uma parada para tomar água de coco.

A avenida Ana Costa, no Gonzaga, é outro caminho bacana para percorrer a pé, sem pressa, para apreciar alguns edifícios históricos, como o Atlântico Hotel, a famosa Praça da Independência e o Shopping Parque Balneário (ou "shopping velho", como falamos por aqui). Nesta mesma avenida também se encontra um antigo cinema de rua que ainda funciona, o "Cine Roxy", e indo em direção à antiga "linha da máquina" (onde agora passa o VLT), cruzamos com o antigo Colégio São José, onde passei boa parte da minha vida de estudante.

Santos é mesmo uma cidade encantadora, que merece ser registrada de formas diferentes nesses 471 anos de história! E para quem já é apaixonado pela cidade ou ainda quer conhecê-la, a boa notícia é o lançamento do livro "Santos: uma cidade e uma paixão", com belas fotografias históricas e inéditas de lugares especiais, como os que contei acima, textos sobre a evolução da cidade da arquiteta Débora Blanco Bastos e muito mais!

O dia do lançamento será 17 de março, às 18h30, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, Av. Juscelino Kubitschek, 2041. Vale ressaltar o ótimo preço da publicação, de 544 páginas, que poderá ser adquirida no local: R$ 70,00 (setenta reais).

lançamento do livro "Santos: uma cidade e uma paixão", divulgação blog Carina Pedro
Lançamento do livro "Santos: uma cidade e uma paixão"

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Evento: lançamento do livro "Oscar Niemeyer: vida e genialidade"

Meu primeiro contato com as obras do arquiteto Oscar Niemeyer aconteceu muito cedo. Quando eu tinha três anos de idade, meus pais foram morar em Brasília (DF), uma cidade inteira construída no século XX, com o esforço físico e intelectual de muitas pessoas, entre elas, o jovem arquiteto. Acho que desde então virei uma profunda admiradora dos seus projetos geniais!

Dos edifícios da nossa Capital Federal, que conheci lá nos anos 80, passando pelo Copan em São Paulo, onde uma amiga querida da família morou durante anos, pela Pampulha em Belo Horizonte (que já falei aqui no blog), ao Museu Oscar Niemeyer, a última obra dele que visitei na cidade de Curitiba, posso dizer que o sentimento de admiração é sempre o mesmo.

Percebo que seus projetos me tocam fortemente e me despertam um olhar curioso e admirado no momento em que avisto a obra pela primeira vez. Seja pelas linhas ousadas, pela integração do feito humano com a paisagem natural, pelo resultado lindo da sua arquitetura moderna e surpreendente, não tem como sair de uma visita sem ficar sensibilizada positivamente.

Oscar Niemeyer projetou muita coisa bacana em sua longa vida. Quem quiser conhecer mais sobre suas obras, é um admirador entusiasmado ou tem interesse em livros de fotografia de arquitetura como eu, vai gostar muito desse lançamento: "Oscar Niemeyer: vida e genialidade", da Produtora Brasileira.

Um livro-homenagem ao mestre, que faria 110 anos em 2017, com fotografias de Leonardo Finotti, mais uma linha do tempo com fatos importantes da sua longa trajetória profissional, fornecida pela Fundação Oscar Niemeyer. O dia do lançamento será 17 de março, às 18h30, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, Av. Juscelino Kubitschek, 2041. Vale ressaltar o ótimo preço da publicação, de 204 páginas, que poderá ser adquirida no local: R$ 70,00 (setenta reais). 

lançamento do livro Oscar Niemeyer: vida e genialidade. Post de divulgação do lançamento publicado pelo blog Carina Pedro.
Lançamento do livro "Oscar Niemeyer: vida e genialidade".

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Livro: "Criativo e empreendedor, sim senhor!" de Rafa Cappai

Hoje vou falar de um livro ótimo para quem está querendo empreender, mas está precisando de uma boa injeção de ânimo: "Criativo e empreendedor, sim senhor!" da Rafa Cappai, que é a criadora do Espaçonave, ministra cursos online, palestras e mentorias para os interessados em fazer sua ideia de negócio sair do papel. Neste post vou comentar alguns trechos do seu livro.

Livro Criativo e empreendedor, sim senhor! de Rafa Cappai
Livro Criativo e empreendedor, sim senhor! de Rafa Cappai.

Há algum tempo acompanho o trabalho da Rafa nas redes sociais e achei seu livro tão envolvente quanto seu conteúdo na internet. Com um texto descontraído, Rafa consegue nos motivar por meio da sua própria experiência como empreendedora, ao desconstruir certas ideias equivocadas sobre trabalho tradicional x trabalho criativo, ao explicar a economia criativa e ao dar referências de autores para quem quiser se aprofundar no assunto.  

Já gostei que logo de início a autora nos alerta para a "montanha-russa" que é empreender e como é possível num dia nos sentirmos cheios de energia e no outro bem frustrados, pensando em desistir de tudo. Como Rafa ressalta, mesmo sendo um processo de altos e baixos, empreender vale a pena quando descobrimos ser este o caminho para entregar o nosso melhor para o mundo com amor e comprometimento.

Sobre saber se estamos no caminho certo, Rafa nos dá algumas pistas no sentido do autoconhecimento, entre elas, prestar atenção, antes de tudo, no estilo de vida que gostaríamos de ter, para então investir num trabalho que combine com ele. Experimentar e observar se essa atividade é o que realmente cria uma energia interna capaz de nos movimentar em direção aos nossos objetivos. 

Quando você já sabe o que ama fazer e o que faz de melhor, aí é preciso ter foco e estruturar o seu negócio, unindo o lado criativo e o lado empreendedor. A autora nos lembra a importância da dedicação que se emprega nesse processo, da rotina e da constância para fazer com que um trabalho bem feito se torne também um trabalho remunerado, que possa efetivamente garantir nosso sustento.

Finalmente, mesmo que seja de uma maneira imperfeita e incompleta, chega uma hora que precisamos nos lançar para o mundo, nos testar e aperfeiçoar o trabalho com o feedback do público. A dica da Rafa é começar, mesmo que com um certo improviso, porque enquanto ficamos esperando o momento perfeito, podemos deixar passar ótimas oportunidades de aprendizado.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Livro: "A incrível arte de desapegar" de Cherrine Cardoso

No universo da organização de ambientes os livros que tratam do desapego são sempre bem vindos. Isso porque nossos pertences podem se tornar um grande empecilho para começar uma organização. Mas será que desapegar de bens materiais é o único desafio que temos?  O último livro que li sobre o assunto abrange outras esferas da vida, como a afetiva e profissional. Além disso, a autora analisa como as diferentes gerações lidam com o assunto. Vou falar mais no post de hoje sobre “A incrível arte de desapegar”, de Cherrine Cardoso. 

Livro "A arte de desapegar" de Cherrine Cardoso.
Livro "A incrível arte de desapegar" de Cherrine Cardoso.

A autora começa o livro tratando do apego emocional, incluindo família, amigos e até bichos de estimação. Entre suas dicas está aprender a escolher entre apego/desapego nas diversas situações da vida que envolvam relacionamento afetivo. A autora ressalta que precisamos nos sentir em sintonia com nossa essência e com a certeza de que nossa decisão vai gerar uma reação positiva. Ao desistir de uma coisa que desejamos por causa de pessoas queridas, podemos estar alimentando o apego, medo e insegurança. Uma mudança de cidade ou país, por exemplo, pode ser bloqueada por esses sentimentos. 

Sobre a questão profissional, Cherrine aborda o sentimento de frustração de quem segue o que os outros acreditam ser o correto e melhor em termos de carreira. Um auto engano que pode levar a sensação de fracasso com o passar dos anos. O empreendedorismo é um caminho a ser levado em conta, quando não nos encontramos em carreiras tradicionais, embora a autora reafirme que não se pode generalizar, pois nem todos serão verdadeiramente felizes empreendendo. A autora deixa algumas perguntas para reflexão, como esta: “o que realmente me impede de mudar o rumo e a direção da minha vida profissional hoje?”.

O apego a tecnologias também é outro assunto desse livro. A autora faz observações interessantes sobre o uso do celular hoje em dia, como por exemplo, a falsa sensação de estarmos “acompanhados” ao utilizar o aparelho. O resultado, segundo ela, é que desperdiçamos momentos de convívio real dando mais atenção para conversas em redes sociais. Sua sugestão para o leitor fala de reavivar a sensação boa de um olho no olho até contemplar a natureza, sem a preocupação de registrar tudo em nossos aparelhinhos móveis, já que o que é realmente importante fica na nossa memória. 

Ao final do livro, Cherrine aborda as diferentes gerações e sua relação com o desapego. São elas, Geração Perdida (de 1883 a 1900), Geração Grandiosa (de 1901 a 1924), Geração Silenciosa (de 1925 a 1942), Baby Boomers (de 1943 a 1960), Geração X (de 1960 até o fim dos anos 1970), Geração Y (de 1980 a 1990) e Geração Z (de 1990 a 2000). Eu faço parte da Geração Y, mas me identifiquei com algumas características da Geração Z, segundo as descrições da autora.

Em resumo, as gerações mais novas foram se desapegando dos bens materiais, profissão e família, no sentido de se preocupar menos com o coletivo, com o poupar e acumular, e mais com as experiências individuais e efêmeras. Contudo, encontrar o equilíbrio entre o apego e o desapego é o melhor caminho, segundo Cherrine. Mesmo que seja difícil, todos nós somos capazes de modificar nossos comportamentos e hábitos em busca de uma vida mais plena. Podemos aproveitar a oportunidade para aprendermos uns com os outros, especialmente com pessoas de outras gerações. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Livro: organização dos espaços e desenvolvimento das crianças

Muito se tem falado sobre Maria Montessori e o seu método pedagógico aplicado aos projetos de interiores. Como é uma influencia que veio do universo escolar, nada melhor do que entender essa proposta e outras afins lendo o texto de uma educadora infantil. Foi assim que me interessei pelo livro “Sabores, cores, sons, aromas. A organização dos Espaços na Educação Infantil” de Maria da Graça Souza Horn. 

Livro: "Sabores, cores, sons e aromas", de Maria da Graça Souza Horn
Livro "Sabores, Cores, Sons, Aromas", de Maria da Graça Souza Horn. 

A autora fala no início do livro sobre sua preocupação com as salas de aula de educação infantil no Brasil, no que diz respeito à existência de poucos objetos e de uma organização do espaço ineficiente para o desenvolvimento das crianças. A pesquisadora também deixa claro que de nada adianta a existência desses elementos, se o adulto responsável não entende a importância de incentivar a autonomia das crianças em um espaço pensado para elas. 

Podemos entender melhor o significado dessa autonomia lendo a pesquisa da autora sobre uma escola de educação infantil localizada em Porto Alegre (RS). É muito interessante acompanhar as mudanças que ocorrem nas suas salas de aula, organizadas de modo mais tradicional, aos poucos modificadas por outra concepção pedagógica apresentada pela nova coordenação. Coordenação que, aliás, apresenta sua proposta também intervindo no espaço, tornando-o mais acolhedor para os professores da casa. 

Os relatos dos profissionais envolvidos, ao perceberem na prática como os adultos e as crianças reagem às transformações ocorridas no seu espaço, são importantes fontes de estudo para autora. É perceptível a mudança de comportamento do grupo, que se torna pouco a pouco mais satisfeito com os resultados obtidos. As crianças mais ativas e entretidas com os materiais à disposição na sala reorganizada e os professores mais animados com as novas possibilidades de aprendizagem dos seus alunos.

No livro podemos conhecer também vários teóricos nacionais e estrangeiros que abordam a criação de um espaço organizado que desafie as crianças, promova novos aprendizados e, o mais importante, onde a figura do adulto não é central. Entre eles está Maria Montessori, médica italiana, que pensou num ambiente educativo onde a criança pudesse se movimentar com liberdade e executar várias atividades sem intervenção direta do adulto, desde desenhar até reproduzir as tarefas de uma casa, como cozinhar, lavar, etc. 

Móveis e objetos na altura da criança
Móveis e objetos na altura das crianças (Loja Projeto Criança).

Nessa perspectiva os objetos e os cenários devem ser atraentes de modo que as crianças sintam vontade de interagir, brincar, trabalhar no espaço, com a presença do adulto, mas sem que ele interfira constantemente nas suas escolhas e execução das tarefas. Para isso acontecer, são recomendadas peças de mobiliário em que se destaquem diferentes formas e cores, assim como uma organização adequada para atender as necessidades das crianças, de modo que elas se sintam seguras e confortáveis ao explorar o espaço.

As ideias de Montessori e outras afins, aplicadas nessa escola gaúcha, também servem de inspiração para projetos residenciais em que a criança é o foco. Gostei muito da criação de cantinhos de atividades, onde a criança pode ler, brincar de bonecas, carrinhos, cabana, casinha ou desenho. Hoje em dia, há muitos móveis e objetos à venda no mercado para montar esses cantinhos. Podemos escolher entre diversos modelos de mesinhas, cadeiras, casinhas, estantes, camas, que compõem linhas de móveis infantis, por vezes, denominadas como “montessorianas”.

Sempre acreditei na influência que os espaços e os seus elementos exercem sobre as pessoas. Por esse motivo, o livro da educadora Maria Horn me envolveu bastante do começo ao fim. Saber o quanto as crianças aprendem com os objetos e com a organização do ambiente só confirmou a minha expectativa de que desde muito novos somos sensibilizados pelas coisas materiais que fazem parte do nosso cotidiano e da nossa cultura. Sendo assim, não podemos ignorar a necessidade de pensar com cuidado nos ambientes dos nossos pequenos.

Cama montessoriana
Cama baixa conhecida como "cama montessoriana" (Loja Projeto Criança). 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Livro: organizando a casa com o Feng Shui

Já ensaiei algumas vezes escrever um post sobre Feng Shui, mas acabo adiando por achar que poderia simplificar demais um assunto que não é minha especialidade. Fiquei mais animada em falar sobre o tema ao ler um livro ótimo chamado "Arrume a sua bagunça com o Feng Shui e transforme radicalmente a sua vida", da inglesa Karen Kingston, com várias dicas fáceis de aplicar. 

livro: Arrume a sua Bagunça com o Feng Shui, de Karen Kingston

Encontrei esta publicação nas referências de outro livro ótimo que já tratei no blog e que segue a mesma linha, "Terapia do Apartamento". Também o encontrei na lista de livros indicados pela OZ!, escola onde fiz o curso de personal organizer. Em resumo, a organização dos quartos, sala, cozinha, entre outros ambientes, com base nessa filosofia chinesa, tem como objetivo trazer harmonia para o lar, deixando a energia "Chi", a energia da vida, fluir livremente. 

O livro de Karen Kingston é dividido em três partes: "entenda a desordem", "identificação da desordem" e "eliminação da desordem". A autora aborda o tema de maneira inspiradora com base na sua experiência profissional e no feedback de seus leitores. Para este post vou comentar as "zonas de desordem", lugares mais propensos ao acúmulo de bagunça, onde essa energia não consegue fluir. Veja algumas dicas da autora para melhorar esses ambientes:

1. Porões: a desorganização subterrânea é perigosa, segundo a especialista, podendo produzir efeitos colaterais diversos como depressão, desesperança, letargia. Objetos relacionados a assuntos do passado mal resolvidos são os que costumam se acumular nesses ambientes. A dica é rever de tempos em tempos as coisas que estão guardadas, conservando apenas o que tem utilidade. 

2. Sótãos: a desorganização em um ambiente que está sobre a nossa cabeça pode criar uma sensação de "limitação falsa", de que os problemas podem surgir a qualquer momento, nos impedindo de progredir. Esse peso pode ser retirado com a limpeza do espaço.

3. Entrada principal da casa: nesse espaço não deve haver nenhum obstáculo que dificulte a entrada de boas energias e, consequentemente, de oportunidades bacanas do mundo exterior. A autora recomenda observar como está sendo entrar e sair por essa porta no dia-a-dia, se há necessidade de abrir caminho entre roupas e sapatos, se a porta está abrindo plenamente ou há bagunça atrás dela, exigindo mais esforço. Um indício de que a organização se faz necessária é ter que contorcer o corpo ao caminhar, isso vale também para corredores e escadas. 

4. Sala de estar: para este ambiente a recomendação é de criar uma atmosfera aconchegante, para tanto, a energia não precisa circular muito rapidamente. Objetos decorativos são grandes aliados nessa situação, de modo que a energia se fixe no ambiente, com destaque para a peça que fica no centro da mesa, que deve servir tanto para decorar como para inspirar os moradores. 

5. Quartos de dormir: alguns cuidados são muito importantes nesse ambiente, por exemplo, a troca das roupas de cama semanalmente, garantindo que as nossas energias sejam revigoradas, melhorando a qualidade do sono e da vida amorosa. Embaixo da cama é outro espaço que requer atenção quando se tem problemas de sono, se for guardar algo, que sejam roupas limpas. Já o guarda-roupa é um móvel mais complexo, pois envolve a questão da construção do nosso estilo. O post que escrevi sobre dimensões e organização do guarda-roupa está alinhado com as dicas da autora inglesa. 

Ao final desse capítulo, Karen Kingston faz uma comparação interessante entre alguns países, por exemplo, na Inglaterra as pessoas tendem a acumular em sótãos e porões, já na Irlanda as dependências no fundo das casas são as zonas de desordem preferidas. E no Brasil, na sua opinião, qual seria esse ambiente? 

Quem quiser ir além no assunto e sente que alguma parte da sua vida não está caminhando muito bem, pode procurar um profissional ou fazer cursos para aprender a analisar os ambientes da casa por meio de métodos específicos, como o uso do baguá na análise da planta da casa, e fazer as mudanças necessárias para que a energia volte a fluir. Veja mais neste vídeo do IBDI "Janine Arnt fala sobre harmonização de ambientes através do Feng Shui":

 IBDI - Janine Arnt fala sobre harmonização de ambientes Feng Shui Bem Viver no Youtube

sábado, 31 de outubro de 2015

Evento: lançamento do livro Casas Importadoras de Santos e seus Agentes na Livraria da Vila (SP)

Hoje vim atualizar as notícias sobre o lançamento do meu livro "Casas Importadoras de Santos e seus Agentes" e também fazer um convite muito especial! (contei mais sobre a publicação neste post).

Há alguns dias respondi uma entrevista super bacana para o blog da Ateliê Editorial, a editora que publicou o meu livro com apoio da Fapesp e do Museu do Café. A jornalista Renata de Albuquerque me fez algumas perguntas relacionadas a minha trajetória acadêmica e a minha pesquisa de mestrado, que deu origem a essa publicação. 

Nas respostas, entre outras coisas, falo sobre o consumo no Brasil, por que escolhi investigar a cidade e o Porto de Santos, objetos que eram importados no século XIX, o que tem em comum entre aquela época e os dias atuais. O título do post é "Para entender a sociedade de consumo" (clique no link em laranja para ler a entrevista).

A boa notícia é que o lançamento do livro será no próximo dia 3 de novembro (terça-feira), na Livraria da Vila, em São Paulo. Estou muito feliz em poder compartilhar este momento especial aqui no blog! Segue abaixo o convite do evento com mais informações:

Carina Pedro - livro "Casas importadoras de Santos e seus Agentes" - lançamento em 3 de novembro de 2015 na Livraria da Vila - São Paulo


Nos vemos lá! =)

sábado, 3 de outubro de 2015

Livro: lançamento de "Casas Importadoras de Santos e seus Agentes" de Carina Pedro

No post de hoje vou falar de uma publicação muito especial: o livro "Casas Importadores de Santos e seus Agentes", resultado de uma pesquisa de três anos que realizei no programa de pós-graduação da USP. Enquanto me dedicava a esse longo trabalho, não imaginava os frutos que iria colher, muito menos a alegria de vê-lo publicado cinco anos depois. Foi com esse trabalho que aprendi a pesquisar a fundo, a ser mais crítica, a escrever melhor e também buscar caminhos diferentes para compreender melhor a relação dos homens com os seus objetos.

Livro "Casas Importadoras de Santos e seus Agentes", autora Carina Pedro
Livro "Casas Importadoras de Santos e seus Agentes". Serviu como cenário para esta foto o Museu Pelé, que no passado foi um dos endereços das casas importadoras, e o bonde, que hoje também é uma atração turística da cidade. 

Este livro trata do comércio de artigos importados no final do século XIX. Mais especificamente sobre um período da história de Santos e de São Paulo marcado por transformações intensas. O que pouca gente sabe é que o Porto de Santos, mais conhecido pela exportação de café, também estava se tornando a principal porta de entrada de uma ampla gama de produtos estrangeiros, que abrangia o universo da alimentação, da moda, da decoração, entre outros.  

Meu ponto de partida foi investigar um grupo de comerciantes que estava diretamente ligado à circulação e introdução desses produtos em São Paulo: os importadores. A atuação deles foi tão intensa que provocou mudanças impactantes para época, desde melhorias físicas na área portuária até a criação de novos hábitos de consumo. Sobre os produtos, quem ler o livro, vai descobrir o que cada casa importadora trazia, mas já adianto, tem de tudo um pouco, de alimentos em conserva, chapéus, camas de ferro, roupas brancas, velas, até esterco e garrafas vazias.  

Parte do que era importado ficava aqui mesmo na cidade de Santos. Algumas lojas santistas dessa época também estão no livro com suas formas de anunciar e apresentar os produtos aos clientes. Havia algumas com nome em francês, o que dava status na época, outras curiosas, como "Ao ladrilho de Ouro". Aliás, essa loja era uma autêntica representante do ramo de artigos para casa do século XIX, já que vendia ladrilhos e azulejos, mas também lavatórios, caixas automáticas, pias de ferro esmaltado para cozinha, torneiras, chuveiros, papéis pintados e muito mais!

Aproximando a minha pesquisa dos assuntos que estudei depois de finalizá-la é interessante notar que não havia menção às palavras design e personal organizer nos oitocentos, pelo fato de serem atividades que só no período mais recente foram consideradas como profissão. Porém, isso não quer dizer que não houvesse uma preocupação com a decoração e organização dos ambientes domésticos e comerciais. Ocorria um esforço crescente para encontrar maneiras de expor os produtos e colocá-los bem à vista nos interiores das lojas ou na decoração da casa. Daí nasceu a estratégia de criar uma bela vitrine para atrair os clientes e de mostrar bom gosto nos espaços internos por meio de objetos importados que uniam utilidade e beleza. 

Para quem se interessou pelo assunto o livro "Casas Importadoras de Santos e seus Agentes" já está à venda no site oficial da Ateliê Editorial. É só clicar no link em laranja. Aproveito para agradecer a todos que me ajudaram a concretizar esse projeto e ao apoio da FAPESP e do Museu do Café. Em setembro, também tive a oportunidade de ministrar uma aula-palestra no curso de História de São Paulo, no CIEE, em que pude compartilhar um pouquinho desse livro para uma plateia incrível.

Carina Pedro ministrando palestra no CIEE sobre o tema do livro "Casas importadoras de Santos e seus agentes"
Foto: equipe CIEE. Eu, Carina Pedro, ministrando a aula-palestra "De chita a locomotiva: tudo era importado" no curso de História de São Paulo, CIEE - São Paulo. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Livro: o descarte na organização dos ambientes segundo Marie Kondo

Algumas semanas antes de fazer o curso de personal organizer assisti a um webinário muito bacana sobre o livro "A Mágica da Arrumação" da japonesa Marie Kondo que já conta com milhões de exemplares vendidos (o vídeo do webinário está no final do post). Fiquei muito intrigada com esse sucesso todo e resolvi ler a publicação. Gostei bastante, especialmente, de como a autora trata o descarte dos objetos, questão delicada entre os que estão organizando os ambientes. 

Livro "A mágica da Arrumação" de Marie Kondo
Livro "A Mágica da Arrumação" de Marie Kondo

Marie Kondo escreveu os capítulos do livro com base em sua vivência pessoal, organizando o seu espaço e da sua família, e também na sua experiência profissional, atendendo diversos clientes. Para começar o descarte, a personal organizer propõe perguntas que nos levam a uma reflexão, na mesma linha daquele post em que tratei sobre autoconhecimento e estilo. Podemos começar com a seguinte questão: por que quero organizar minha casa? Os motivos devem ser profundos, uma mudança de estilo de vida, segundo a autora. 

Na sequência, Marie Kondo nos mostra como tomar uma decisão definitiva em relação ao que vai ficar e ao que vai embora do ambiente. Lembrando que o descarte não significa jogar o objeto no lixo, a doação ou conserto também são possibilidades. Como foi bem destacado no webinário, alguns passos da profissional japonesa para fazer um descarte bem sucedido podem parecer incomuns aos nossos olhos, mesmo assim, vale muito a pena conhecê-los:

1. Começar por itens que são mais fáceis de descartar, ou seja, aqueles que não temos um super apego por nos trazerem recordações fortes. Para Marie, a melhor sequência é: roupas, livros, papéis, presentes e outros itens que nos tragam lembranças como fotos. 

2. Procurar os itens de uma mesma categoria, fazendo uma varredura pela casa e reunindo todos eles em um mesmo lugar, em seguida, espalhá-los pelo chão para que saiam do seu estado de "hibernação" e possam ser avaliados de maneira adequada. 

3. Com todos os itens da mesma categoria à vista, fazer um "autodiálogo" para identificar os objetos que realmente trazem alegria e que devem ficar no ambiente. Quando a resposta for negativa, o item deverá ser descartado. Fazer o mesmo com os itens de outras categorias, por exemplo, roupas, livros, etc.  

4. Evitar a exposição dos itens descartados para família, especialmente, para os pais, que podem ficar preocupados com o descarte e desejar "resgatar" os objetos, usando diversas desculpas, entre elas, a do reaproveitamento, que poderá não ocorrer de fato.  

5. Após a triagem, fazer a doação dos itens descartados para quem realmente precisa. Dar o objeto para um parente sem fazer essa avaliação, pode ser um alívio para si mesmo, mas prejudicial para o que recebe, além de gerar acumulação em outro lugar.

Assim, para Marie Kondo, o descarte deve ser feito de maneira definitiva por meio de uma avaliação criteriosa de cada um dos objetos que fazem parte da nossa vida. Nessa triagem estarão aqueles itens que já cumpriram o seu papel e devem partir imediatamente, incluindo presentes de pessoas queridas, compras por impulso, etc. Notei que sua proposta é um pouco diferente da sugerida no livro Terapia do Apartamento, que já postei aqui no blog, em que uma saída possível seria guardar esses itens em uma zona de descarte por um tempo determinado.

Após fazer o curso de personal organizer e aprender com as professoras e profissionais experientes acredito que todas essas dicas de descarte da Marie Kondo são válidas e poderão ajudar em alguns casos. Haverá outros, no entanto, em que o uso da zona de descarte poderá ser a melhor solução. Para quem está precisando da ajuda profissional é importante saber que em cada trabalho o personal organizer cuidará de identificar o espaço disponível para organização e a disposição para o descarte das pessoas envolvidas, planejando e definindo como isso será feito com o seu cliente. Assim, tudo será realizado com a concordância e autorização do mesmo.

Webinário sobre o livro a Mágica da Arrumação no Youtube

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Livro: inspirações diferentes para os interiores residenciais

Desta vez não vou falar de um único livro, mas de dois, cujas propostas achei muito parecidas e bem interessantes. Um deles é o "Como ninguém pensou nisso antes?", da blogueira Chris Campos (já contei no blog como foi o bate-papo com a autora), e o outro é o "The Selby in your place", do fotógrafo Todd Selby, uma publicação norte-americana ainda não traduzida para o português. 

Os motivos que me levaram a colocar ambos os livros juntos nessa tag foram: a edição de ótima qualidade, incluindo uma bela seleção de fotografias de interiores residenciais, a opção pela capa dura, o que deixa o livro mais pesado, mas super bem acabado e com cara de álbum e o conteúdo, que apresenta vários pontos em comum, embora os autores estejam em lugares diferentes. 

Livros: The Selby in your place (Todd Selby) e Como ninguém pensou nisso antes? (Chris Campos)
Livros: The Selby in your place (Todd Selby) e Como ninguém pensou nisso antes? (Chris Campos)

Tanto o livro da Chris Campos como o do Todd Selby nos apresenta por meio de belas fotografias e textos ambientes diferentes do que estamos acostumados a ver em publicações da área de design de interiores e decoração. Não vejo em ambos um compromisso com o ambiente perfeito, novo e requintado, pelo contrário, os objetos e composições que aparecem por suas páginas são bem pessoais e podem até causar uma estranheza, dependendo do nosso estilo. O bacana é perceber que nesse conjunto, que faz todo sentido para os moradores, também existem ideias boas para adaptarmos a nossa realidade. 

Já na introdução do livro "Como ninguém pensou nisso antes?", Chris Campos apresenta sua percepção de luxo nos interiores, que não tem a ver com a disposição de peças caras, mas sim com a vida que levamos em nossos domínios. Os objetos entram para melhorar e dar uma graça ao que já é bom no nosso dia-a-dia. Vários capítulos desse livro já serviram de inspiração para mim, como o "bom, bonito e barato", onde os itens de lojinhas de 1,99 são protagonistas, "reciclar: uma boa ideia", com latinhas transformadas em vasinhos de flores, "estilo industrial", em que a ferrugem é mais um detalhe charmoso, entre outros. Além das belas imagens, como sempre, a autora compartilha ótimas receitas para fazermos em casa. 

Na capa do livro "The Selby in your place" encontramos um super elogio ao autor, Todd Selby, equiparando o seu olhar por trás das lentes a de um historiador da cultura material. De fato, o seu garimpo fotográfico por cidades e culturas diferentes é muito especial, entre elas, Paris, Sidney, Londres e Tóquio. Em algumas páginas, fiquei um bom tempo observando os interiores, na tentativa de compreender as escolhas dos moradores, que podemos conhecer por meio das fotos e das respostas de um questionário divertido sobre suas vidas, reproduzidas no livro. Para atiçar nossa curiosidade tem também as casas de celebridades do mundo da moda, como Karl Lagerfeld com sua coleção absurda de livros e o ateliê de Christian Louboutin. 

São dois livros muito inspiradores que não precisam ser lidos de uma só vez. Uma das características que eles têm em comum, a de parecer um álbum de fotografias, não deixa de ser um convite para ler, reler e folhear várias vezes, sem pressa e sem seguir a sequência das páginas. O livro The Selby in your place foi uma recente indicação do blog da Thais Farage, que encontrei para comprar na Amazon. O da Chris Campos comprei em 2013. 

Livros abertos: The Selby in your place (Todd Selby) e Como ninguém pensou nisso antes? (Chris Campos)
Livros: The Selby in your place (Todd Selby) e Como ninguém pensou nisso antes? (Chris Campos)

sábado, 4 de julho de 2015

Variedades: dois eBooks para ler no Kindle "O tempo é um rio que corre" e "Nu, de botas"

Depois que descobri no meu Kindle um livrinho chamado "meus recortes" fiquei ainda mais empolgada com o eReader. Tudo que a gente grifa e adiciona marcadores durante a leitura vai para essa espécie de caderno de notas que podemos consultar quando quisermos. Tenho feito isso sempre que me deparo com uma frase ou trecho mais marcante do livro. Alguns, inclusive, chego a compartilhar no meu twitter (carina_pe) de tanto que me empolgo! Fiz isso com os dois últimos eBooks que li: "O tempo é um rio que corre" da Lya Luft e "Nu, de botas" do Antonio Prata. 

Capa do livro "O tempo é um rio que corre" de Lya Luft


A indicação do livro da Lya Luft, "O tempo é um rio que corre", eu peguei assistindo ao programa Saia Justa do canal GNT. Adorei o título e fiquei bem curiosa com os comentários das participantes do programa. Ao longo do livro, as memórias e reflexões da autora sobre a sua longa existência são divididas em três partes com nomes bem sugestivos: Águas mansas, Maré alta e A embocadura do rio. Fiquei especialmente tocada com a maneira com que Lya Luft fala da velhice, uma fase que pode ser muito leve e alegre se for vivida com sabedoria. Encontrei também muitas passagens que são verdadeiros conselhos aos jovens e que trazem alento em meio àquela ansiedade típica de uma fase em que se quer conquistar o mundo. 

Apesar de não ser um livro de auto-ajuda, ao longo da leitura, marquei vários trechos que releio quando preciso, um deles até citei na minha mensagem de Ano Novo. Para este post, escolhi outra passagem bem interessante, em que a autora compara a vida à construção de uma casa:

"A vida é uma casa que construímos com as próprias mãos, criando calos, esfolando joelhos, respirando poeira. Levantamos alicerces, paredes, aberturas e telhado. Podem ser janelas amplas para enxergar o mundo, ou estreitas para nos isolarmos dele. Pode haver jardins, pátio, por pequenos que sejam, com flores, com balanços, para a alegria; ou só com lajes frias, para melancolia".

Demais, né? Para reler sempre!

capa do livro "Nu, de Botas" de Antonio Prata


Outro livro muito bacana em que o autor também compartilha suas memórias, mais especificamente da sua infância, é o "Nu, de botas", de Antonio Prata. Pelo título já dá para ver que o humor estará presente nas páginas do livro. E está mesmo, como em outros livros de crônicas do autor "As pernas da tia Corália" e "O Inferno atrás da pia", que foram os primeiros que li há uns bons anos e que me fizeram tornar fã do cronista. Quem foi criança nos anos 80 vai se identificar com várias passagens e dar boas risadas com "Nu, de botas". Acho que especialmente os meninos vão se divertir muito com os "dramas" infantis vividos por Antonio Prata junto aos seus parentes e amigos nos lugares de sua infância. 

Entre as crônicas que mais gostei estão o Alô, Bozo?, Cueca e Blowing in the wind, na qual marquei este trecho muito divertido para quem foi criança nos anos 80, ops, eu inclusive..rsrsrs..:

"...Hoje em dia, se a polícia para um carro e flagra uma criança nessa posição, o motorista deve perder a carteira, talvez até a guarda dos filhos, mas estávamos na primeira metade da década de 80: não se usava cinto de segurança nem protetor solar, pessoas não andavam por aí com garrafinhas d'água, como se fosse o elixir da vida eterna, fazíamos cinzeiros de argila para os pais nas aulas de artes e o colesterol era apenas uma vaga ameaça de gente paranoica, como a CIA ou a KGB, de modo que eu seguia feliz e contente, estrada acima, entretido com as árvores passando lá fora, de cabeça para baixo."

Lembrando que ambos os livros estão à venda na Amazon também em formato físico. É só clicar nos links em laranja. Quem gosta deste tipo de post, tem outros dois aqui no blog com indicações de e-books que li e gostei: os livros "Perda Total" e "Caixa Preta" de Ivan Sant'Anna e 2 eBooks para ler no Kindle "O lado bom da vida" e "Emprego dos sonhos".

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Livro: dicas para organização do lar

Sabe aquela situação limite em que precisamos parar e nos organizar? Isso aconteceu cedo na vida da personal organizer Natália Zanardi Ortiz que conta na introdução do seu livro, "Casa em Ordem: manual prático para organização do lar", por que ainda bem jovem teve que lidar com a questão da organização do espaço. Li em uma única tarde todas as dicas desse pequeno livro de bolso e vou compartilhar algumas que me fizeram repensar na organização dos ambientes.

livro "Casa em Ordem: manual prático para organização do lar"

Sala: gostei bastante da dica do rodízio na estante quando a gente tem muitos enfeites. Segundo Natália, além de não poluir visualmente o móvel, podemos renovar a decoração, trocando as peças decorativas de tempos em tempos. Outra dica importante é a de não guardar coisas quebradas nem repetidas que não terão utilidade, por exemplo, para que ter várias travessas, se você usa apenas uma ou duas no máximo? 

Quarto: sem dúvida, um dos móveis mais difíceis de organizar está nesse ambiente, o armário de roupas! Seja exigente com você mesmo, avisa a personal organizer. Deu um ano e não usou roupa, é hora de desapegar. Setorizar é importante também, uma prateleira para roupas de ginástica e uniformes, outra para pijamas e moletons, um lado para camisas e paletós e por aí vai. O rodízio também vale para roupas de cama e banho, deixando o que usa no dia-a-dia à mão e as demais no maleiro. Falei um pouco de organização de armários no post sobre o workshop do blog Hoje Vou Assim OFF. 

Quarto de criança: a autora alerta que este é um dos ambientes mais complicados para manter a organização. Um dos cantinhos que precisa de atenção é o de estudos, onde deve ter material disponível para que a criança não precise usar o que leva para escola. Escrevi em outro post o que acho sobre cantinho de estudo em casa. Natália alerta para o apego que as crianças também desenvolvem pelos seus pertences, por isso é bacana estimulá-las a doar desde pequenas. Para irmãos que dividem o mesmo quarto, setorizar o armário com uma parte para cada um, vai ensiná-los a cuidar das suas próprias coisas. 

Banheiro: neste ambiente o maior problema é a umidade. Se for guardar algum produto, como cosmético, é importante armazenar em gaveta ou caixa e deixar bem fechado. A personal também fala neste capítulo sobre o acúmulo de maquiagens. Se deu um ano e não usamos, assim como as roupas, está na hora de desapegar. Cestinhas individuais sobre a pia ajudam bastante no dia-a-dia. Troque as tolhas molhadas com mau cheiro. 

Cozinha: gostei das dicas de decoração da autora para este ambiente, como o uso de um mural para cardápios. Acho bem charmoso quando é do tipo lousa. Separar os lixos é o ideal, identificando pelas cores o uso de cada um. Manter temperos em potes de vidro e panelas perto do fogão é ótimo para o dia-a-dia, já as gavetas devem se manter organizadas por meio de divisórias para facilitar o uso. Natália também dá uma dica ótima para organizar a despensa com economia, mantendo em sincronia o cardápio da família, o espaço de armazenamento na casa e a periodicidade das compras.  

Além dessas dicas que comentei acima, tem muitas outras no livro "Casa em Ordem" da Natália Ortiz, que compartilha também como organizar a área de serviço e dedica um capítulo específico para tratar da organização de documentos e papéis, incluindo prazos para guardá-los. Ótimo para evitar acúmulos desnecessários em arquivos e escritórios caseiros.

Gostei muito desse formato livro-manual, que a gente pode consultar por ambiente da casa, já que manter a organização adequada não acontece da mesma forma em todos os espaços e rotinas, mas é igualmente importante para melhorar nossa qualidade de vida. Ideias boas sobre o tema são sempre bem-vindas por aqui! 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Livro: do projeto executivo à finalização da obra em design de interiores

Neste post vou abordar as fases 3 e 4 de um projeto de interiores, segundo o livro de Jenny Gibs, "Design de interiores: guia útil para estudantes e profissionais". Para compreender melhor o passo-a-passo não deixe de conferir o primeiro post sobre o livro, "do briefing à criação do conceito em design de interiores", que corresponde à primeira e segunda fase do projeto. 

Design de interiores: guia útil para estudantes e profissionais - :Jenny Gibbs

3ª FASE

1. Apresentado e aprovado o conceito do projeto pelo cliente, o designer de interiores deverá especificar todos os produtos que fazem parte do projeto executivo, como por exemplo, o tamanho e a quantidade de rolos do papel de parede escolhido. Para ser mais detalhista nas especificações, amostras dos materiais podem ser incluídas. Jenny Gibs ressalta que esta fase exige um grande esforço do designer pela quantidade de detalhamentos, o que pode consumir bastante tempo.

2. Nesta fase o designer também seleciona a equipe de trabalho, ou seja, quais são os profissionais que farão parte da execução do projeto, levando em conta a sua complexidade. O cliente pode preferir indicar profissionais de sua confiança para fazer um orçamento e depois, com a ajuda do designer, escolher as melhores propostas. Para o projeto executivo podem ser necessários mais desenhos e plantas detalhadas feitas pelo designer, que também serão muito úteis para os outros profissionais contratados.  

3. Dependendo do caso, este é o momento para avaliar a necessidade de solicitar licenças aos órgãos públicos ou de consultar o corpo de bombeiros para evitar problemas posteriores. A autora dá o exemplo da necessidade de licença de obras em imóveis tombados pelo patrimônio histórico ou em áreas de preservação ambiental. Tudo isto pode gerar custos adicionais, adequação do projeto e adiamento de prazos. 

4ª FASE

1. Orçamentos finais aprovados e contratos assinados, a partir deste momento, precisam ser elaborados a programação dos trabalhos e o cronograma de obras. Se julgar necessário, o designer de interiores pode delegar essa função para um gerente de projetos, que vai ter uma lista de responsabilidades pela frente. Para que o trabalho do gerente seja bem sucedido, Jenny Gibs ressalta que é preciso haver um bom relacionamento e uma boa comunicação entre os membros da equipe de projeto, que nesta fase inclui fornecedores e construtores.

2. Junto a programação das obras deve ser feito um plano de compras, garantindo que os materiais, móveis e outros objetos estejam disponíveis na hora certa. A boa relação com os fornecedores ajuda o designer a se programar e resolver eventuais problemas de entrega ou troca de produtos. Para melhor controle, os pedidos e os pagamentos a serem feitos podem ser registrados em uma planilha.

3. Todo esse planejamento prévio permite que a obra seja executada sem maiores problemas, mesmo assim, é importante que o designer acompanhe a execução dos trabalhos. Gibs chama atenção para aqueles casos em que o cliente está morando no imóvel e, por estar acompanhando muito de perto a obra, toma decisões sem consultar o designer de interiores, gerando transtornos desnecessários. Também faz parte do acompanhamento de obras verificar se os produtos comprados chegaram em ordem e se a instalação dos mesmos está sendo bem realizada. Todos os documentos gerados nesse processo, como as notas fiscais e garantias, devem ser guardadas e entregues ao cliente na finalização. 

4. Aproximando-se da finalização, o designer faz uma vistoria no local para verificar se ficou algo pendente de reparos. Para o grande dia, a dica de Jenny Gibs é que o designer aproveite as informações do briefing para tornar o momento da entrega da obra ainda mais especial. Outro item que a autora recomenda é a entrega de um "manual do proprietário", que inclui várias informações, desde faturas a cores das tintas utilizadas no projeto. Para maior tranquilidade, o designer de interiores pode se manter disponível por um tempo combinado a fim de resolver problemas que surgirem após a entrega da obra. 

projeto de quarto de casal - blog Carina Pedro

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